mais um adjetivo para volúvel ->
11.25.2007
dúvidas filosóficas
eu não prao de pnesar nsiso.
se munaddo a oredm das ltares aidna é psoíesvl etndener o ctúnodeo, por que me fziearm apnrdeer a odrem ctorera das plavars?
e faz asism tnata diefernça ecserevr brenielga ou benrjilea?
por qeu eu psaesi tdoos eesss aons dsebmeraahnaldo plaraavs?
(...)
eu percsio aurmrar aglo de úitl praa feazr.
por acredoce, autora nunca publicada e raramente lida.
preenchimento do cabeçalho obrigatório: 11/25/2007 10:45:00 PM
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8.23.2007
um pequeno comentário
para uma doidivanas
senhora escritora,
sonâmbula,
insone,
desaparecida,
offline,
que nessas suas vigílias oníricas,
nesse seu contínuo andar por entre nuvens,
possa se lembrar que aqui na terra,
nesse submundo sem sonhos,
e cheio de verborragias infantis,
sentimos a sua falta.
espero que o pensamento de pão de queijo, café e piadas faça a senhora nos visitar mais vezes...
(tomo aqui a liberdade de falar por mais alguns que também andam se perguntando)
por acredoce, autora nunca publicada e raramente lida.
preenchimento do cabeçalho obrigatório: 8/23/2007 11:45:00 AM
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8.19.2007
Ode
do cientista japonês para a borboleta Taiwanesa
Nunca pensei que isso fosse acontecer. Quer dizer, não depois de tudo ter acabado. Foi um encontro tão--inesperados. Dentre bilhões, ela me escolheu e eu a escolhi no momento exato. De longe eu percebi, mas achei impossível...
Um passeio! Uma caminhada que, por força do hábito virou busca, cativeiro, achado, momento único, necessária despedida. É fantástico pensar nas ínfimas chances de termos nos encontrado.
Lá estava ela, tão linda, tão quieta. Parecia um poema. Eu não me canso nunca de e sempre me surpreendo com algum detalhe que eu havia deixado de lado. A luz, a forma, os perfumes, as flores, as gotas de orvalho de fimd e outono. É uma paixão tão forte que faz a vida inteira valer a pena por conta de rápidos segundos.
Eu não tive coragem de mantê-la comigo. Registrei o momento. Chorei de emoção quando a vi sumir por entre as plantas. Ela atravessou o oceano contra tudo e todos. Gosto de pensar que foi por mim, para o nosso momento. Não seria justo prendê-la em nome de uma pesquisa, apenas. Deixei que seguisse sua vida. Foi a decisão mais difícil que tomei na vida.
por acredoce, autora nunca publicada e raramente lida.
preenchimento do cabeçalho obrigatório: 8/19/2007 06:53:00 PM
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8.13.2007
Chances
Chances são todas as coisas que gostaríamos de fazer que são jogadas de lado pelas coisas que vamos fazer. E que, mais tarde, vem nos dar uma mordida e mostrar o que perdemos.
Aquele momento em que se pode tentar dar a cambalhota, se somente não desse tanto medo de quebrar o pescoço...
Aquele momento em que, se eu tivesse deixado de lado as noçoes pré-concebidas...
Aquele momento em que eu engasgei.
Aquele momento em que eu dei um passo para trás, me arrependi e vi que não havia mais como andar para frente. Não ali.
Quando a chance bate, normalmente o estômago fica revoltado, a garganta seca e se não formos rápidos, o bom-senso leva a melhor e ficamos assim, parados, só observando a vida passar.
Chances são os momentos de deixar que o desvario tome conta por um sentido maior, um sentido mais enbriagamente, mais psicodélico, menos chato, mais improvável e que no futuro, separa a vida no que foi vivido e o que ficou na vontade, apenas.
É a época da vida em que é necessário dar o passo mais difícil, aquele no vazio.
É o segundo que divide a vida em dois.
É a certeza de que podemos, sim, viver a essência.
É olhar para trás e sorrir, olhar para a frente e repirar fundo e olhar para os próprios pés e se sentir feliz.
E assim, segurando-se nela para soltar depois de um segundo, o vertiginoso, o religioso e primordial colidem.
Chances são feitas para serem aproveitadas.
Que seja pelo feito do que pelo que ficou por fazer.
por acredoce, autora nunca publicada e raramente lida.
preenchimento do cabeçalho obrigatório: 8/13/2007 01:57:00 PM
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8.10.2007
como disse sun tzu: a pior política é cercar cidades fortificadas.
e realmente, é um esforço em vão.
mas é que, de tempos em tempos, tenho uma vontade imensa de saber o que fica por trás dos altos muros.
e agora, quando toda a energia já se esvaiu, ainda é impossível reconhecer o fim da guerra e a inevitável perda. porque dói, viu. dói pacas.
e não diga que vai passar. porque, nesse momento, o maior medo é esse.
por acredoce, autora nunca publicada e raramente lida.
preenchimento do cabeçalho obrigatório: 8/10/2007 11:14:00 PM
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O maravilhoso universo da Herbalife
como eu amo a minha vida...
Dia desses eu recebi um e-mail mostrando a verdadeira face da Herbalife.
E para quem pensa que ela tem a pele brilhosa, o corpo escultural e personalidade cativante, pense novamente.
Não, ela destrói vidas, corrói famílias, transforma cidadãos de bem em pessoas obsecadas, loucas por vender apenas mais um suplemento.
E quem não conhece um Herbalouco (da Herbalife, não da maconha)?
Pois bem, um dia desses me chamaram para uma entrevista de emprego para a área de eventos. Eu já estaria no Centro do Rio. Mesmo ressabiada, aceitei. Ok.
E não é que era a Herbalife?
Passada a indignação inicial de ter meu querido diploma e experiência convertidos em revenda de bem-estar para os desavisados (se quer saúde, amigo/amiga, largue o pacote de rufles agora!), vi que era uma oportunidade única de ver como agem os lobos maus, colhendo carneirinhos inocentes para o sacrifício.
Imaginem:
sala alugada (ghost office), paredes amareladas, carteiras de colégio resgatadas e em péssimo estado. Salinha ínfima. Se eu não soubesse, nossa, meus sensores já desconfiariam de algo que não uma empresa de RH, assim.
Numa mesinha com uma toalha de mesa vagabunda, uma pirâmide (NÃO É UM ESQUEMA DE PIRÂMIDE? MESMO?) com vários potinhos de pílulas milagrosas. No meu grupo, pessoas de todos os tipos, algumas já saindo ao ver que NÃO se tratava de um engana-trouxo.
Começa a bizarrice.
Um moço com um terno um pouco grande para seu porte começa a gaguejar sobre o histórico (NÃO É UM ESQUEMA DE PIRÂMIDE!) desta grande empresa. E após alguns slides de Power Point muito mal feitos, vira-se para a platéia:
- Eu era assim!
E mostra uma foto sua de short, sem camisa e muitos quilos acima do seu peso atual. Eu senti vergonha por ele. Juro.
- E agora estou assim. Graças a Herbalife!
E nesse momento, para a surpresa geral, algumas pessoas de nossa distinta platéia, pasmem!, eram parte da Herbalife! Se levantaram e começaram a aplaudir.
E não é que a outra menina com carinha de normal na sala também tinha uma história de como a Herbalife salvou sua vida? E tinha fotos no computador? E mais uma vez me fez sentir vergonha por ver uma foto dela, gordinha, com um hamburguer imenso na mão?
E isso era pura coincidência. E qualquer um sabe que as coincidências dessa vida me matam. Porque se houvesse fotos minhas ali, eu juro que convertia na hora. Como detestar uma empresa que mostra minhas gordurinhas passadas para um presente esbelto (ou quase)?
Aí começava a sessão de auto-ajuda. Ex-gordinhos e ex-gordinhas aplaudindo uns aos outros, sorrindo e felizes com a vida que levavam. E loucos para que você também aplaudisse e visse esse lindo universo colorido. (Eu daria meu reino por uma câmera no celular, naquela hora, para mostrar a cara de alguns digníssimos membros da platéia).
E só aí apresentavam, não um empreguinho de vendedor ambulante, de porta em porta, mas uma oprtunidade única, para que, assim, como eles fizeram, mudassem de vida. Para melhor, é claro.
Nessa hora eu me levantei. Logicamente bate uma vontade de dar um soco naquelas criaturas, mas que posso eu fazer?
O segurança que me ajudou a achar a sala me perguntou como eu tinha me saído. Sorri e dei boa tarde. Como começar a contar uma história dessas?
Duas quadras adiante avistei um sebo. Pequenino, feio e fedorento. Achei um livro de lingüística que procurava há tempos. Livro este que estou usando agora para estudar.
Sorri.
E não é que a Herbalife me ajudou mesmo?
por acredoce, autora nunca publicada e raramente lida.
preenchimento do cabeçalho obrigatório: 8/10/2007 03:25:00 PM
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